Aqui é contada a história do Galaxie, 500, LTD e Landau de uma forma como você nunca viu. Com uma perspectiva de um apaixonado pelo carro desde 1998 que se formou Engenheiro Mecânico pelo seu amor ao carro e desde 2007 trabalha dentro da indústria automobilística.

Engenharia de Berço: Por que nenhum carro moderno "flutua" como o Galaxie?

Todo mundo fala que o Galaxie é um "navio" ou "Barca", as vezes pelo seu tamanho mas muitas vezes por ser muito macio e "navegar"pelas ruas, mas eu como engenheiro, eu prefiro olhar para os braços triangulares, molas helicoidais nas quatro rodas, o ajuste de carga dos amortecedores e por fim na construção do carro (chassi, carroceria, bancos). 

No post de hoje, quero desmistificar o que acontece embaixo do chassi para que o Galaxie tenha esse rodar que, até hoje, a indústria automobilística moderna tem dificuldade em replicar sem gastar fortunas com suspensão a ar que hojé está bem comum em carros de alto luxo como suspensões ativas.

O segredo do Galaxie está na Baixa Frequência de Oscilação e essa mágica não está apenas no tamanho, mas na frequência natural da suspensão. Enquanto um carro moderno é projetado para ser "direto" e rígido, visando estabilidade em curvas de alta velocidade, o Galaxie foi projetado com uma frequência baixa. Isso faz com que a suspensão filtre as irregularidades antes que elas cheguem ao chassi perimetral.

Chassí Perimetral do Galaxie para a linha 1976 presente no material de imprensa (que não teve expressivas mudanças ao longo da linha)
  • O Chassi Perimetral: Ele percorre todo o perímetro da carroceria que é montada sobre o chassi com coxins de borracha de alta densidade entre os dois, servindo como uma segunda barreira contra vibrações (as vibrações que o chassi por ventura sofrer mesmo depois da suspensão filtrar as imperfeições da estrada serãp mais uma vez filtradas por esses coxins).
  • Adaptação para o Brasil: Apesar de hoje em dia o pessoal trazer peças de fora como amortecedor e molas a Ford Brasil constantemente "tunou" a suspensão do Galaxie brasileiro ao longo dos modelos, afinal a qualidade das estradas brasileiras eram inferiores aos EUA.
  • Geometria de Suspensão: outro fator que ajuda muito nessa maciez do Galaxie é a geometria da suspensão: sendo o caster (bem positivo), a cambagem (levemente positiva) e um longo curso de suspensão fazem com que quando o carro "mergulha" em uma curva ou tenha uma forte frenagem  o pneu mantenha o máximo de área de contato com o asfalto.

E ai gostou? Seu Galaxie já se encontra no CNG? Se não envie uma foto da plaqueta no Facebook ou email e ajude-nos a conhecer cada vez mais sobre o Galaxie no Brasil.

Um Galaxie Abraço!





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